segunda-feira, novembro 20, 2006

Permanecer horas no mesmo lugar...


Nos faz ver situações com outra perspectiva. Ainda mais quando está só; tiramos nossas próprias conclusões sem quaisquer influencia.Esses tempos eu pude comprovar uma das minhas loucas teses sobre solidão; de que não há nada mais deprimente que uma pessoa sozinha na praça de alimentação do shopping ( ali no Bourbon da Assis ). E, dessa vez, quem estava lá era eu. Sozinho, observando a felicidade dos filhos com seus pais, dos velhinhos ainda enamorados e dos jovens vivendo a paixão a flor da pele.Interessei-me pelo casal tão doce sentado a minha frente. Ele se revezava entre comer sua batata frita e acariciar as longas madeixas de sua amada. Apesar de romântico, imaginei o ensebo que deveria se encontrar o cabelo dela. Com essa cena percebi que por mais companhias que eu pudesse almejar, apenas uma eu realmente desejava. Drummond já disse em um dos seus clássicos poemas que amar “é um andar solitário entre a gente”. Mas talvez tudo isso não passe de um ensejo da mente, que de tanto observar passou a criar incidentes em coisas rotineiras.Confesso passar por uma fase melancólica, na qual até a matemática me comove. Pode ser a influência de Drummond ou a descoberta do meu próprio eu, ou ainda a falta de alguém mesmo.

escrevi num certo dia de inverno aqui na minha cidade, sentado num shopping , sozinho, observei o quanto é legal essa aglomeração de gente, onde cada um se fecha em seu "universo" esquecendo o que está acontecendo lá fora....

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